segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Giorgio Armani fala de seu hotel em Milão

 

Via Manzoni 31. Um dos endereços mais cool de Milão, no coração do quadrilátero da moda, entre as icônicas Via Montenapoleone e Via della Spiga, a poucos metros da Galleria Vittorio Emanuele e do Duomo. Ali, il signor Giorgio Armani construiu um império do bem-viver pensado nos mínimos detalhes, com um rigor de sofisticação e conforto que supera a imaginação dos mais exigentes.
No prédio de 16.500 m², que ocupa todo o quarteirão, funciona o conglomerado de suas marcas, onde se pode vestir-se dos pés à cabeça, perfumar-se, decorar a casa, comer, beber e dançar. Desde o dia 11/11/11, quebrando tabus cabalísticos e enfrentando de cabeça erguida a crise econômica e política que vive a Itália, naquele endereço, pode-se inclusive dormir, cuidar do corpo e até trabalhar. Nasce no local – após ampliação de dois andares do prédio dos anos 1930 – o Armani Hotel Milano, com 95 suítes, spa, restaurante e lounge-bar, academia de ginástica e business center, com vista de 360° dos terraços da capital mundial do design. Em entrevista exclusiva à Casa Vogue, Armani detalha todos os particulares que estão por trás de seu sucesso. (TAISSA BUESCU**)

O sr. se dedica há mais de três décadas à moda e, desde 2000, também à decoração, ano em que lançou a coleção Armani/Casa. O que o levou a incluir a atividade hoteleira em seus negócios, iniciada em 2010 com o Armani Hotel Dubai, nos Emirados Árabes, e ampliada agora nos headquarters de Milão?
Concebo minhas criações, seja na moda ou no design, de modo abrangente, dando vida a um microcosmo a cada coleção. Penso em todos os detalhes de cada peça – seus materiais, acabamentos, cores – e no seu diálogo com todos os acessórios, complementos e fragrâncias, a fim de criar uma atmosfera única no vestir-se e no habitar. Quando conheci o grupo hoteleiro Emaar, dos Emirados Árabes, surgiu a ideia de transferir a filosofia do lifestyle Armani para um hotel feito ad hoc, como minhas roupas e meus móveis. Isso foi em 2004, quando nos associamos no projeto Armani Hotels & Resorts e começamos a desenhar o hotel de Dubai.

Como definiria esse lifestyle vivido dentro do Armani Hotel Milano, recém-inaugurado?
O mesmo rigor de qualidade, estética e conforto que guiam as minhas coleções norteiam todo o projeto de interior design do hotel, incluindo os acessórios de banho, de mesa e as amenities. Mas o lifestyle Armani vai além da decoração – está também no serviço que o hotel oferece ao cliente. A ideia é que o hóspede seja tratado com o máximo de atenção, que ele se sinta tão à vontade como em sua própria casa e tenha à mão tudo o que sua imaginação possa sonhar.
Seria quase como uma fada madrinha à disposição dos hóspedes? Como isso acontece na prática?
Nós criamos a figura dos lifestyle managers. Esses gerentes cuidam de cada hóspede de forma personalizada, desde o momento em que é feita a reserva até o check-out. São eles quem os recebem pessoalmente na recepção do hotel, apresentam todas as instalações e colocam os serviços à sua disposição. E até agendam programas para que os mesmos possam conhecer o melhor da cidade, não como turistas quaisquer, mas como locais. Oferecemos todos os mimos para que o cliente se sinta muito bem-cuidado, sempre. A ideia é que os lifestyle managers realmente se antecipem às vontades de nossos hóspedes, quase como um passe de mágica.
É por essa razão que o sr. criou tantos estilos diversos de suítes, até verdadeiros apartamentos, como as Armani Signature e Armani Presidential Suites?
Exatamente. As 95 suítes que o hotel oferece são divididas em sete tipologias diferentes, pensadas para atender desde os turistas mais tradicionais até aqueles visitantes que querem viver a cidade como se lá morassem. Estamos prontos para, inclusive, cumprir os pedidos mais excêntricos.
*Veja outras fotos e leia a entrevista exclusiva completa na edição 316 de Casa Vogue
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Uma montanha-russa feita para andar a pé

Se para algumas pessoas a ideia de andar de montanha-russa é assustadora, para outras, ela é sinônimo de diversão e adrenalina. Pensando nos fãs deste brinquedo, os artistas plásticos alemães Heike Mutter e Ulrich Genth criaram a Tiger & Turtle, à beira do rio Reno, que interpreta de forma, digamos, um tanto literal a expressão “andar em uma montanha-russa”.
A obra consiste numa imensa estrutura de trilhos que chega a 21 metros de altura e não é feita para carrinhos – mas, sim, para as pessoas caminharem. Ainda em construção, na cidade de Duisburg Wanheim, o local já está aberto à visitação e tem atraído milhares de pessoas todos os dias. Além de andar na montanha-russa, as pessoas aproveitam para desfrutar a vista panorâmica da região.

A montanha-russa, aliás, também pode ser visitada após o pôr do sol. Luzes de LED acompanham todo o corrimão, dando destaque durante a noite à silhueta da instalação.
O passeio, porém, decepciona os visitantes. Afinal, o esforço de subir centenas de degraus não é exatamente um sinônimo de diversão. Fora que, nos loopings, a caminhada é interrompida, por pura e simples impossibilidade física. Coisa de artista.
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